Cartões NÓDULO [Parte 3]

•maio 20, 2012 • 1 Comentário

Durante a disciplina de Núcleo de Projeto III, foi possível desenvolver uma marca para design sustentável intitulada NÓDULO. Posteriormente descreverei do que esta se trata melhor, porém, sua importância aqui foi a de convergir o caminho para as pesquisas que tenho feito a um propósito comum. Foi descoberto que essas experiências com técnicas, materiais e processos podem servir ao design socioambiental, e, ando então, formatando uma linha de pesquisa mais encorpada, contra os testes fragmentados que haviam se dado no começo dessa incursão.

Na criação de sistemas de identidade visual, é um bom exercício partir dos cartões de visita para gerar as primeiras soluções do conjunto de peças gráficas, justamente por ser a menor delas. Deve-se considerar, claro, que os valores e conceitos da marca já estejam todos fechados, assim como a identidade visual. Em conseguinte, houve o aprofundamento para a incorporação de resíduos na peça, junto à nova marca. A faca especial foi feita calculando o melhor aproveitamento de uma lateral de caixa de suco (Tetra Pak), além de testes para uma gestalt que funcionasse melhor. Sua forma é uma abstração de chips eletrônicos e peças mecânicas, comunicando o intuito de que através do relacionamento entre os clientes e o designer, o ideal de sustentabilidade será promovido e instalado nos projetos e mentes destes, assim como a rede formada venha a se fortalecer, representada no encaixe dos cartões, um quebra-cabeça, um desafio.

A seguir é demonstrado a sequência para o corte dos cartões e o resultado final:

1- A faca especial é colocada na prensa rotativa semi-industrial, sobre uma tábua plástica

2- Posiciona-se a lâmina de Tetra Pak sobre a faca

3- O sanduíche é fechado com a segunda placa de plástico

4- A manivela é rodada, passando o material pela prensa

5- Resultado do corte especial

6- Libera-se a peça da contra-forma

7- A peça gerada compõe dois cartões, aumentando a produção e diminuindo erros

8- Frente do cartão

9- Verso. Para a prototipagem, está sendo aplicado um tag impresso em folha A4 reaproveitada, porém, a impressão final poderá ser feita em serigrafia ou tipografia

10- Encaixe das lâminas, para formar uma prancha firme que receberá impressão

Primeiros resultados da versão 1.5

Deixo o agradecimento para Juliana Pedrosa, quem registrou o passo a passo da fabricação.

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Box Set – Musica Industrial: Uma Historia Retro Futurista

•maio 14, 2012 • 36 Comentários

Projeto desenvolvido na disciplina de Núcleo de Projeto I da Universidade Fumec.

Protótipo 3D para a embalagem

Conteúdo

Pop Cards

Porta-discos, luva e CDs

Exterior do porta-discos

Interior do porta-discos

Poster-Encarte

O recorte temático, música industrial, a partir do tema lançado como desafio para a turma, retro, foi defendido como escolha pelo choque estético e filosófico proposto pelas bandas e seguido pelos fãs a fim de se gerar um estilo de vida questionador para com o que se dá ao entorno dos indivíduos e das massas. A pesquisa imagética demonstrou as influências retrogradas (e também futuristas) contidas no design dos álbuns, nas vestimentas, na cenografia para os shows, no design sonoro e em outras peças gráficas. A pesquisa textual deu embasamento teórico para a conceituação do projeto e na amarração lógica da constituição das peças e da viabilidade através da existência de um nicho erudita dentro do público alvo.

O box set MUSICA INDUSTRIAL é uma coleção dos maiores hits desse estilo musical homônimo, acompanhado de peças promocionais de imersão no tema. O grande desafio do projeto era encontrar uma linguagem que sintetizasse 40 anos de um movimento tão subversivo e tão multifacetado quanto o dos chamados rivet heads. Isso foi vencido com o uso de uma mistura de pinturas e colagens texturizadas constrastando com ícones minimalistas para cada época na maioria das peças gráficas, ou, variando entre o clean e o excesso. Os grupos foram divididos em Pioneiros, Prole, Mainstream e Revival, de acordo com sua contribuição para a história, dos quais sua importância foi equânime, assim possibilitando uma experiência cultural completa não importando por qual destas o usuário tenha tomado conhecimento ou gosto primeiro, antes de entrar em contato com o produto. A escolha dos ícones para cada época resume o que se passou ali, respectivamente dos anos 70 aos 00: o martelo para a primeira geração, que experimentou com o mínimo de recursos como a gravação da batida de ferramentas de construção e seus loops; a engrenagem para a segunda, que “engrenou” toda uma geração fervorosa e marcou as unidades estilísticas do movimento, muitas vezes chegando na qualidade sonora que aludia aos barulhos que máquinas fazem, numa sintonia que acompanha o desenvolvimento industrial; a estrela para a terceira geração, que fez subir o som do underground, das casas de show de porão, para a mídia de massa, atingindo um patamar inesperado de visibilidade musical; por fim, a fábrica para a última geração, pois houve uma retomada nostálgica para o que o movimento havia deixado na década de 80, entendido como um industrial mais purista, queria-se uma volta às raízes e tendo em vista que isso não era exatamente possível ficou então sendo algo fabricado, uma espécie de fetiche. Houve um mapeamento de como a estética desse retro futurismo se deu e foi gerado um gancho de curiosidade para que se procure mais detalhes da história.

A embalagem é uma caixa de ferramentas conceituais, tomada pela ambiguidade de valores que fazem parte do pensamento da musica industrial. O brasão em sua tampa é composto pelos ícones referentes às quatro eras supracitadas se somando na História. A tipografia é mecanicista, porém contém traços do feito à mão, já que há muitas vezes a indagação sobre o posicionamento e função do homem versus máquina, sendo que desde a revolução industrial ficou-se a desejar melhores condições para os operários, além também da questão de até que ponto o homem irá se confundir com as máquinas, ou ainda, da criação de seres constructos. O fundo é uma mescla de pintura com texturas sujas, enferrujadas e grids cartesianos para desenho técnico. Essa embalagem é uma previsão da dualidade estética que está contida no projeto.

As peças que vem ali dentro são: um porta discos, um pôster-encarte, pop-cards e uma caixa para colar e pingente. São quatro CDs com a seleção das músicas e bandas mais representativas para as épocas, e, mais um DVD com videoclipes e shows. Os discos estão armazenados em um case, que quando aberto forma uma cruz simétrica e também ressalta uma característica temática: a guerra. O pôster segue o mesmo design para desenhos técnicos de construção e ilustra a expansão do estilo em um mapa, através das décadas, e ainda, a lista das músicas e ficha técnica do projeto. Já os pop-cards, são compostos de colagens iconográficas na frente e no verso uma letra de música que melhor aludisse à era. Finalmente, a caixa de joias rústicas guarda um colar no estilo militar, porém substituindo a plaqueta de identificação por uma porca, mais condizente com a proposta. Após a entrega e análise dos protótipos, ao final da disciplina, foram gerados protótipos 3D com base nas correções feitas pela professora. Os modelos tridimensionais foram comissionados a Kevin McGinnis.

Agradeço ao Bruno O. pela fotografia das peças impressas.

Projeto Ferrugem – Capa para a Revista Traça nº 03

•novembro 27, 2011 • 2 Comentários

O tema dessa edição especial da revista Traça é cinema. Fui selecionado para contracenar capa-a-capa com o Professor Mário Arreguy, algo muito feliz. Minha colagem retrata o poder do cinema de propaganda na (re)programação do ser humano e seu aprisionamento existencial através desse processo. Ilustra como o mal uso do Design pode impedir a felicidade e percepção da realidade ao nos colocar também no plano cartesiano. Parafraseando McLuhan: “A homogenização de homens e materiais passará a ser o grande programa de Gutenberg, a fonte de riqueza e poder desconhecidos de qualquer outro tempo ou tecnologia.”

Capa de minha autoria

Texto para o editorial:

“Creation, to me, is to try to orchestrate the universe to understand what surround us.”
{ Peter Greenaway  }

No ano em que comemoramos 10 anos dos cursos de Design da Universidade Fumec, é com enorme satisfação e orgulho que apresentamos esta quarta edição [nº3] da TRAÇA Arte Gráfica Universitária, em mais uma seleção de belos trabalhos da produção dos alunos de disciplinas e núcleos, com imagens, idéias e textos de professores e colegas do Design Gráfico da Universidade Fumec.

Nosso tema é agora a aproximação do Design – como saber múltiplo e transdisciplinar – e o Cinema. Este sempre reverenciado campo de criação e influência, gerador de comportamento e transformação da cultura contemporânea. Ambos substratos para a criação de que nos fala o cineasta Peter Greenaway na epígrafe acima, criação como tentativa de ordenar [orquestrar] o universo para compreender o que nos rodeia.

Mas não é só. A TRAÇA apresenta imagens, sempre sustentando sua vocação de veículo de visualidade, uma revista de ver e pensar visualmente, então aqui se busca – acreditamos nisso – diversidade de qualidade em pesquisa e experimentação de linguagens.

Esperamos contemplar as expectativas de qualidade e participação, lembrando que a TRAÇA segue como veículo de publicação de trabalhos dos alunos que se dedicam a investigar, que merecidamente se destacam e se envolvem na elaboração de projetos que constroem ao longo destes 10 anos a excelência dos cursos de Design da Universidade Fumec.

Por Mário Arreguy e Samuel Eller

Capas de todas as edições já lançadas

Para o lançamento, tivemos dois eventos muito bacanas e bem movimentados

Comemorando no Cinecittà, com minha colega Mariana Hoffman

Para mais novidades e sequências dessa grande história, acompanhe a revista em sua página no Facebook.

Projeto Ferrugem – Design de Superfície Sustentável – Participação no III ISSD e Publicação nos Anais do evento

•novembro 6, 2011 • Deixe um comentário

O projeto Design de Superfície Sustentável deu origem a um artigo de mesmo nome, sendo composto por uma análise teórica acerca da informação como resíduo, seja no mundo virtual e no físico, assim como o detalhamento da execução e instalação do protótipo. Esse artigo foi enviado para a seleção do III Simpósio Internacional de Design Sustentável, o qual após duas etapas foi escolhido. A Faculdade de Engenharia e Arquitetura da FUMEC financiou minha ida ao evento, condição para a publicação nos Anais. É interessante sublinhar que o projeto foi desenvolvido na disciplina optativa de Estamparia e contou com o apoio do Professor Dr. Antônio dos Santos, e, para o artigo, as orientações das coordenadoras do Design de Resíduos. O artigo pode ser baixado em conjunto com e-book dos Anais do evento em seu site oficial. O simpósio se deu nos dias 29 e 30 de Setembro em Recife.

Resumo do Artigo:

“O intuito deste artigo é analisar o impacto da informação como resíduo, tanto digital quanto físico. Tendo como cenário um estilo de vida no qual a demanda profissional geral exige constante atualização, porém onde se há dificuldade para digerir o excesso de informação. Nesse cenário das velocidades, um resíduo sólido a ser observado são os periódicos, eliminados antes que sua vida útil esteja terminada. É apresentado um projeto de design de superfície sustentável que lida com o jornal descartado como uma possível solução para a incorporação do resíduo na lógica da superfície e reinseri-lo no sistema de produção. Para isto, foi desenvolvido um módulo baseado na iconografia da engrenagem. Esta foi repartida e re-estruturada visualmente de forma a relacionar semanticamente a produção industrial em série, o descarte urbano e ainda o excesso de informação ao assimilar os restos dos impressos de jornal.”

Capa para a apresentação no Simpósio

Marcando presença no evento

Entregando o pacote de publicações de Extensão e Pesquisa, enviado pelo Coordenador do curso de Design Gráfico, Guilherme Guazzi, para o Coordenador do Núcleo de Design da UFPE, Hans Waechter.

Design de Resíduos – 35ª Oficina [17/10/11]

•outubro 18, 2011 • Deixe um comentário

Em comemoração ao Dia dos Professores, o Design de Resíduos preparou uma surpresa para o corpo docente da Escola Estadual Professor Pedro Aleixo. Cada professor foi presenteado com um dos nossos blocos de anotar, assim como um cartão de lembrança. O que mais cativou a alegria dos professores foi por conta dos nossos alunos se manifestarem para que eles mesmos fossem de sala em sala entregar os produtos.

Cartão de Feliz Dia dos Professores

Professor recebendo seu presente. Ele ficou comovido com a proatividade dos alunos

Não faltou bloquinho para nenhum professor…

… sendo que a Diretora Raquel também não ficou de fora dessa. Fomos em sua sala para prestar a homenagem

Detalhe para o cartão de comemoração, anexado dentro de um envelope em cada bloco de anotar

Como a escola terá sua Feira de Cultura no dia 29/10, estaremos presentes e daremos uma oficina de bloquinhos para os visitantes, em nossa sala. Portanto começamos a fabricar placas e sinalização, que irão conduzi-los ao segundo andar, aonde estamos localizados.

Fabricação de setas-placas com resíduo de papelão corrugado

Estamos fabricando 7 setas, pensando no roteiro dos visitantes

Para o lettering das setas, usamos normógrafos, que nos foram doados

Também foram feitos avisos, de refugo de gráfica, para serem pregados pela escola

Design de Resíduos – 34ª Oficina [03/10/11]

•outubro 4, 2011 • Deixe um comentário

Essa foi uma oficina bem suave, tendo em vista que já havíamos terminado nossa grande tarefa. Tiramos o dia para organizar nossos materiais e conversar sobre a percepção do grupo perante as ações que tem sido feitas. Também atualizamos nosso cronograma para o 2º ano extensionista e distribuímos tarefas.

Anotações…

… e mais anotações para as próximas ações…

… sendo que nossa equipe está muito contente com os resultados já obtidos!

Design de Resíduos – Seminário Comunicação e Sustentabilidade [26/09/11]

•setembro 27, 2011 • Deixe um comentário

O evento foi planejado pelo coordenador do curso de jornalismo, Ismar Madeira, da Faculdade de Ciências Humanas. O Seminário se deu numa manhã inteira no Auditório Phoenix e dependências da FCH. Fomos um dos convidados, assim como o ASAS, ambos da Faculdade de Engenharia e Arquitetura, e apresentamos nosso projeto para a comunidade acadêmica.

Coordenadora Juliana Pontes apresentando o Design de Resíduos, com direito a um vídeo de depoimentos preparado especialmente para o evento

Dividimos o palco com a Natacha Rena, coordenadora do premiado projeto ASAS

Contamos com a presença do André Trigueiro, jornalista especialista em sustentabilidade, da Globo News, ao qual nossos produtos expostos no estande foram apresentados pela Adriana Tonani, orientadora do Design de Resíduos

Aproveitando a dimensão do evento, também foi lançada a publicação Design Socioambiental, organizado pela Professora Juliana Pontes, na qual constam artigos dos alunos e professores envolvidos com o respectivo núcleo de pesquisa e extensão. Na foto: Bárbara Lima, design editorial; Gabriel Wendling, co-autor com o artigo Design de Superfície Sustentável; Professora Juliana Pontes, coordenadora do Design de Resíduos e do projeto de extensão responsável pela publicação do livro

Não nos esquecemos de levar nossos alunos da oficina para participar do evento, feito tão importante para que eles aumentem seu contato com a Academia

 
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